Bem vin
do ao meu espaço!
Senta, se acomoda, sinta-se à vontade…
Meu nome é Adriana Bobilho, sou psicóloga clínica – CRP 06/141288, faço atendimentos individuais presenciais e on-line.
Agendamentos pelo WhatsApp (11) 96398-0581.
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As emoções são o nosso combustível.
No entanto, aprendemos a dar prioridade aos nossos pensamentos, ignorando, abafando o que sentimos. Passamos maior parte do tempo tentando agir conforme as crenças e modelos de referência que recebemos, e então adoecemos! E o sofrimento nos obriga a relembrar quem somos e a valorizar o que sentimos!
Considerações sobre a depressãopor Adriana Bobilho ©
Considerada pela OMS com o “mal do século”, tema constante em publicações científicas e maior responsável pela explosão do uso de medicamentos pela população nas últimas décadas, a depressão é ainda um desafio para os psiquiatras e psicólogos, considerando-se que, as facilidades geradas pelas pesquisas quantitativas, por um lado “agilizam” o tratamento, mas por outro, impõem padronizações e escalas diagnósticas que homogeneizam sofrimentos que na realidade existem em suas diversas formas, ou em formas diversificadas de produzir depressão.
Não quero entrar aqui na polêmica dos posicionamentos contra ou em defesa da indústria farmacêutica e da influência midiática, das quais todos nós compreendemos e concordamos em maior ou menor grau, não deixando porém de alimentar e validar a naturalização da depressão como categoria diagnóstica convencionalmente utilizada para rotular padecimentos singulares que, trazidos pelos pacientes como queixa, terminam selados por psicólogos, em atitudes de psicologização da clínica, de retorno à “antiga” (?) clínica psiquiátrica.
Aos leitores “não colegas” de profissão, exemplifico de forma bem simples minha escrita: pacientes chegam diariamente à procura de psicoterapia, encaminhados ou não por um psiquiatra, se dizendo “deprimidos”. Muitos se identificam com os sintomas característicos do diagnóstico da depressão e utilizam-se do auto-diagnóstico como forma de explicar ao profissional o que sentem, de tornar mais fácil a compreensão do que é difícil descrever com palavras. O que se espera do psicólogo, não é a legitimação do auto-diagnóstico do paciente, o que corresponde à uma inversão de papéis psicólogo-paciente, mas sim uma investigação da queixa trazida pelo paciente, o que implica em uma escuta apurada, na permissão da fala do paciente e no reconhecimento do sofrimento que é dele.
Desta forma, o processo psicoterapêutico permitirá o desvelamento da construção do padecimento depressivo singular do paciente e seu modo de produção da depressão. Pacientes como sujeitos singulares têm diferentes padecimentos, porém têm em comum um sofrimento que os leva à procura e à possibilidade do tratamento. Mas, o que entendemos por tratamento? Enquanto a medicina oferece respostas automáticas, em forma “remédios”, para o mal-estar e a ‘dor de existir’, validando a nossa cultura imediatista e na qual a felicidade é imperativo e as dores e o luto devem ser eliminados a qualquer custo, a psicanálise convida o sujeito a falar, dando acolhimento à fala e à falta. Sim, porque no sujeito depressivo há uma falta.
Freud menciona em 1895, um esclarecimento do seu entendimento do luto e do padecimento melancólico, como uma “ferida aberta”, metáfora que volta a mencionar anos depois, em ‘Luto e melancolia’, para explicar o empobrecimento egóico (Freud, 1917, p.250). Para Freud (1926, p. 94), a depressão é uma inibição generalizada, ou seja, “limitações das funções do eu, fugas, por precaução ou por empobrecimento de energia”.
Na depressão, falta o desejo. A do analista está em instigar o desejo, como caminho e melhor remédio para tratar da angústia, que é inerente ao ser humano.
Por fim, o que é a depressão senão o oposto do desejo?
O sujeito deprimido abre mão do seu desejo e a psicanálise o ajuda a sair deste estado de letargia, de inércia, por meio da sua fala, que o permite entrar em contato com o mal-estar, a angústia e a falta e elaborá-los, tornando-os significantes, ao vencer suas resistências.
Fácil assim? Não!
Por isto, muitos chegam até a análise, mas não entram em processo de análise.
E você, o que pensa sobre isso?
Sobre qual tema gostaria de conversar aqui?
REFERÊNCIAS
FREUD, S. Luto e melancolia. Obras Completas. Buenos Aires: Amorrortu, 1917, ESB, v. XIV.
FREUD, S. Inibições, sintomas e angústia. Obras Completas. Buenos Aires: Amorrortu, 1926, ESB, v. XX.
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